
O êxito das Campanhas de Vacinação contra a varíola na década dos anos sessenta, mostrou que a vacinação em massa tinha o poder de erradicar a doença. O último caso de varíola notificado no Brasil foi em 1971 e, no mundo em 1977 na Somália.
Em 1973 foi formulado o Programa Nacional de Imunizações - PNI, por determinação do Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde) e da Central de Medicamentos (CEME - Presidência da República), foi aprovada em reunião realizada em Brasília, em 18 de setembro de 1973, presidida pelo próprio Ministro Mário Machado Lemos e contou com a participação de renomados sanitaristas e infectologistas, bem como de representantes de diversas instituições.
Em 1975 foi institucionalizado o PNI, resultante do somatório de fatores, de âmbito nacional e internacional, que convergiam para estimular e expandir a utilização de agentes imunizantes, buscando a integridade das ações de imunizações realizadas no país. O PNI passou a coordenar, assim, as atividades de imunizações desenvolvidas rotineiramente na rede de serviços e, para tanto, traçou diretrizes pautadas na experiência da Fundação de Serviços de Saúde Pública (FSESP), com a prestação de serviços integrais de saúde através de sua rede própria. A legislação específica sobre imunizações e vigilância epidemiológica (Lei 6.259 de 30-10-1975 e Decreto 78.231 de 30-12-76) deu ênfase às atividades permanentes de vacinação e contribuiu para fortalecer institucionalmente o Programa.
Em seguimento à erradicação da varíola, inicia-se em 1980 a 1ª CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA A POLIOMIELITE, com a meta de vacinar todas as crianças menores de 5 anos em um só dia. O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu na Paraíba em março de 1989. Em setembro de 1994 o Brasil junto com os demais países da região das américas, recebeu da Comissão Internacional para a Certificação da Ausência de Circulação Autóctone do Poliovírus Selvagem nas Américas, o Certificado que a doença e o vírus foram eliminados de nosso continente.
De 1990 a 2003, o PNI fez parte do CENEPI/FUNASA - Fundação Nacional de Saúde. A partir de 2003, passou a integrar a DEVEP/SVS - Secretaria de Vigilância em Saúde, inserido na Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações - CGPNI.
Ao longo do tempo, a atuação do PNI, ao consolidar uma estratégia de âmbito nacional, apresentou, na sua missão institucional precípua, consideráveis avanços. As metas mais recentes contemplam erradicação do sarampo e a eliminação tétano neonatal. A essas, se soma o controle de outras doenças imunopreveníveis como Difteria, Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, formas graves da Tuberculose, Rubéola e Caxumba em alguns Estados, bem como, a manutenção da erradicação da Poliomielite.
Cabe também a CGPNI adquirir, distribuir e normatizar o uso dos imunobiológicos especiais, indicados para situações e grupos populacionais específicos que serão atendidos nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - CRIEs. É também de responsabilidade desta coordenação a implantação do Sistema de Informação e a consolidação dos dados de cobertura vacinal em todo o país.
Destacamos que o objetivo principal do Programa é de oferecer todas as vacinas com qualidade a todas as crianças que nascem anualmente em nosso país, tentando alcançar coberturas vacinais de 100% de forma homogênea em todos os municípios e em todos os bairros.
O PNI é, hoje, parte integrante do Programa da Organização Mundial de Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A informatização do PNI foi desenvolvida pelo DATASUS (GEIPS), segundo especificação da CGPNI.
Avaliação do Programa de Imunizações - API.
Registra, por faixa etária, as doses de imunobiológicos aplicadas e calcula
a cobertura vacinal, por unidade básica, município, regional da
Secretaria Estadual de Saúde, estado e país. Fornece informações
sobre rotina e campanhas, taxa de abandono e envio de boletins de
imunização. Pode ser utilizado nos âmbitos federal, estadual,
regional e municipal.
Estoque e Distribuição de Imunobiológicos - EDI.
Gerencia
o estoque e a distribuição dos imunobiológicos. Contempla o âmbito
federal, estadual, regional e municipal.
Eventos Adversos Pós-vacinação - EAPV.
Permite o
acompanhamento de casos de reação adversa ocorridos pós-vacinação
e a rápida identificação e localização de lotes de vacinas. Para a
gestão federal, estadual, regional e municipal.
Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão em Sala
de Vacinação - PAISSV.
Sistema utilizado pelos
coordenadores estaduais de imunizações para padronização do perfil
de avaliação, capaz de agilizar a tabulação de resultados.
Desenvolvido para a supervisão das salas de vacina.
Apuração dos Imunobiológicos Utilizados - AIU.
Permite
realizar o gerenciamento das doses utilizadas e das perdas físicas
para calcular as perdas técnicas a partir das doses aplicadas.
Desenvolvido para a gestão federal, estadual, regional e
municipal.
Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão - PAIS.
Sistema
utilizado pelos supervisores e assessores técnicos do PNI para
padronização do perfil de avaliação, capaz de agilizar a tabulação
de resultados. Desenvolvido para a supervisão dos estados.
Sistema de Informações dos Centros de Referência em
Imunobiológicos Especiais - SICRIE.
Registra os
atendimentos nos CRIEs e informa a utilização dos imunobiológicos
especiais e eventos adversos.